Descobri que tenho asas e que sei voar, que o medo é a maior algema que alguém pode ter... É hora de me libertar e voar bem alto, repaginando a Vida com Pensamentos e Poesias ao alcance de todos.
Finalmente livre para voar mais alto... Carpe Diem!

Doe Vida - Doe Medula


terça-feira, 13 de abril de 2010

PESOS E CONTRA-PESOS

As coisas que as vezes parecem fáceis pra uns, são extremamente difíceis pra outros, um exemplo disso é o de uma pessoa que sempre se cuidou sem açucar e outras coisas e passa em frente a uma doceria sem dar o menor valor àquele lugar, outra é um diabetico passando em frente a mesma doceria, o desejo é tanto que até suspira e sonha... suspira e sonha? "Por que não um suspiro e um sonho?" pensa lá com seus botões, resolvendo assim encarar os doces, depois usa o artificio tosco que tem nas mãos aumentando assim a dosagem do remedio pra diabetes para combater a insanidade cometida...
Hoje quem passou por isso fui eu, não pelo fato da doceria, mas por passar anos cometendo "enganos" alimentares que hoje me custam o sossego e a paz na alimentação. Explico: A minha cirurgia não foi um erro, pelo contrário, foi um extremo sucesso, o que depende de mim e do meu emocional é que está sendo problema, acho perfeito quando vejo pessoas que fizeram a redução e são disciplinadíssimas com tudo o que ingerem, fazem atividade, renasceram mais uma vez e estão aproveitando a nova vida.
Já eu, estou num caos existencial (se é que isso existe), minha disciplina comigo mesmo é nula, merecia um castigo de joelhos no milho pra aprender. Como bobagem, não me alimento como tem que ser, e quando me determino retomar tudo como manda o figurino, passo mal como ontem. Acordei cedo, cuidei da vida, separei todos os comprimidos homeopáticos e alopáticos que resolvi tomar, cito aqui uma pequena síntese do que ingeri no café da manhã de astronauta: 1 cap. de lecitina de soja, 2 cap. de berinjela com alcachofra, 2 cap. de colágeno, 1 cap. de suplemento vitaminico, 2 cap. de bromelina e papaina (digestão), 1 cap. de thermbuterol (ativador de metabolismo), 2 cap de redubio e por fim 2 de Uxi Amarelo com Unha de Gato (problemas femininos no útero) tudo isso com um copo enorme de suco de tangerina, com um pão amanhecido com requeijão e queijo, vamos então à rotina do dia... Lá para o meio-dia, seguindo a natureba das coisas fui tomar outro milagre da medicina natural que é meio copo com agua com 1 colher de farinha de feijao branco (detalhe: era 1 colher de chá rasa e eu tonta coloquei uma de sopa bem cheia) e mandei goela abaixo, o negócio trava até a alma na boca, mas em compensação, associado ao catatau de comprimidos que tomei, deu um piriri daqueles dignos de um comercial de activia.
Bem, voltando à rotina, trabalhei como sempre, fui pra academia (20 dias ausente) retomar meu programa de exercícios, malhei, descansei 20 minutos e retomei o trabalho, mandando como almoço goela abaixo, 1 copo de café puro e 8 bolachas cream cracker. Aí é que ferrou tudo, o piriri do feijão branco continuava, que juntou-se com os remédios que tomei e mais o emocional que está um caco, tome então a passar mal, vomitando sem parar, até água eu vomitava, nada parava no estômago, parecia que eu estava de malas prontas pra partir pro além, pra ajudar a missa, as pancadas do destino começaram e o emocional foi piorando, complicando ainda mais, fazendo a festa da agonia. Pela primeira vez tive a sensação horrivel de vomitar suco gástrico, porque já não tinha mais o que por pra fora, nem por cima e nem por baixo.Resolvi então tirar o gosto horrível da boca com uma bala normal de maçã verde, essa foi melhor que mil remedios, concluindo, pra quem não é diabética e resolve tomar um monte de comprimidos que reduzem o açucar no organismo, só posso ter tido uma despencada de glicose brava que com a bala normalizou, como estava sem alimentação correta, tudo deu um tilti só e a cabeça que deveria ajudar o corpo a se re-organizar, estava mais confusa, abalada e complicada do que o resto. Enfim, quando a cabeça não pensa o corpo padece...
É isso, quando o meu emocional não tá legal, tento ajeitar o corpo, como meu cabelo ja está um toco de tão curto, parti para ajeitar o resto e deu no que deu, não sei que solução dar mais pra vida, que é bela e linda (pros outros, tirando os que são acometidos de tragédias e catástrofes). Eu sei que parece que me queixo de barriga cheia, mas senta no meu mundinho só meia hora quando está tudo um caos e vê se é facil administrar, agora mesmo, são quase 6h da manhã e desde as 4h estou na luta junto ao meu pai com hemorragias, pressão que sobe demais, e engasgos constantes porque o sangue escorrega pra garganta e coagula, fechando tudo, ele é como um bebê que não sabe como fazer para melhorar e confia na "mae" para ficar bom, ele é o meu bebê, na hora de cuidar dele esqueço até o que me dói na alma, ponho as saudades e as dores em modo espera e corro ao socorro dele. Me sinto como uma pessoa que tem trauma em dirigir e se vê diante de uma situação em que é preciso que dirija até o hospital pra salvar a vida de quem ama, eu me vejo assim, tendo que resgatar o máximo de mim dentro da desordem interna, e raciocinar para tira-lo do caos que a doença o coloca.
Ou seja, entre dores físicas, palavras que nao deviam ser ditas e que magoam sem perceber, ausências de carinho, saudades dos que partiram, muita desordem emocional junto com amores mal resolvidos, tenho que vestir a roupa de heroína e salvar meu bebê de 76 anos do monstro chamado cancêr que teima em tirar seu sossego e dos que o cercam.
Bem, mas em algum lugar ainda deve existir um arco íris...
Frase do dia: "Quando o teu amigo atravessar alguma aflição, não o aborreças perguntando-lhe o que podes fazer por ele. Pensa em algo apropriado e faça."

1 comentários:

MCI disse...

É uma luta, né, Verinha? Mas você é guerreira e consegue. As dificuldades existem e são inegáveis. Tão fortes que, não raro, sucumbimos ao seu peso. Mas é preciso chegar ao momento de se reerguer novamente. E você, pelo que sei, é MESTRA nisso! Não se culpe pelo caos, linda. Ele faz parte do processo. Tô falando por experiência própria.
Um beijo grande.

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